sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Como não podia deixar de ser..

Começar o ano sem um pingo de rezinguice é impróprio do meu jeitinho esquisito de ser. Pois bem, nada como partilhar as experiências de alguém rezinga como eu.

Está uma pessoa sossegada num café e aparecem...
...aqueles que se juntam, pedem a grade e julgam que estão no palco a contar as "bubadeiras" da noite passada,a quantidade de vezes que chamaram o gregório, as N horas que passaram a dormir, a ressaca, enfim... e ainda ligam aos restantes a perguntar pelo desempenho da noite calorosa.
(Recuso-me!)
...os viciados em palavras-cruzadas e sudokus que se instalam nas mesas, e quando se põem a pensar batem com a caneta na mesa ou a balanceiam entre os dedos e produzem um som ligeiramente irritante.
(Quer parar com isso ou quê?)
... as amiguinhas que se juntam para falar daquele rapaz que mandou uma mensagem assim, e fez assado, e disse isto e negou assado. Isto para no fim, chegarem à conclusão, "são todos iguais".
(Evitado!)
... há sempre, aqueles que aproveitam para desenvolver a capacidade de mandar piropos, mal sucedidos em 99.8% dos casos. Aprendam!... O piropo deverá suscitar interesse e não eliminar logo a possibilidade de um flirtzinho que seja.
(Desprezo!!)
... o casalinho que se debruça sobre a mesa como se não houvessem quartos, carros, becos,etc., onde possam exercitar todos aqueles movimentos acompanhados de ruídos e gemidos, e da típica ladaínha romântica entre casais.
(Por favor!! Recuso-me!)

É ou não é desagradável estarmos em plena sessão de cinema, e ouvirmos o "rec-rec" ou o"ggrrr" de um terço da sala que decide comer pipocas emitindo um ruído moderadamente elevado, e sugar o refresco até ao limite? Mastigar é de boca fechada, dizem-nos as regras de etiqueta. Há, com certeza, mais pepsi à venda, não é necessário sugar as últimas gotas, até porque não são mais do que gelo derretido.

Isto para não falar de quem masca a chiclete com a boca aberta como se toda a comunidade tivesse necessidade de se aperceber que o indivíduo ao lado ou a 3m de distância está a mascar uma pastilha elástica.

Há que entender que uma pessoa tem de ser amiga do ambiente, e lutar contra a poluição sonora. É por isso que os rezingas se dão ao trabalho de se revoltarem com estas situações e atitudes.

Os melhores cumprimentos,

Rezinga Crónica

sábado, 9 de janeiro de 2010

Vamos!?


Vamos sorrir...

Eis o lema com que desejo iniciar os 300 e poucos dias que se seguem...

Vamos ser protagonistas de histórias bonitas de contar, de histórias de sorrir.

Vamos narrar histórias de pessoas da nossa história.

Vamos adicionar novas etapas,novos desafios, novos sítios, novas pessoas,novos sentimentos aos nossos recortes!

Vamos encher o calendário de 2010 de sonhos e derrotas, tristezas e alegrias, de partilha e solidariedade.

Vamos deixar a tristeza de lado,a crise, o tempo. Vamos desfrutar de pequenos momentos de esperança e carregar com muita energia esta nova temporada.

Avizinham-se os dias em que vou deixar de ser estudante de borgas, de noitadas, de irresponsabilidades.. Vamos congelar o tempo! Vamos ser crianças! Só mais uma vez!

Vamos recortar minutos que passaram e colá-los às paredes! Vamos recordar! Vamos reviver!

Vamos? Vamos? =P

Um abraço e três beijinhos =)

sábado, 7 de novembro de 2009



[...!]

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Under the weather


Parece que está na moda falar da chegada dos dias frios, do padrão multicolor das folhas que enfeitam as ruas ao sabor do vento gélido que já se sente nas manhãs e que nos deixa aquela estranha sensação de nariz congelado. Não vou ser excepção, vou falar deste tempo que nem a todos desperta o mesmo conforto.
Como diz Carlos Nobre, o melhor passeio nesta altura é entre o quarto e a sala. É desfrutar do calor de uma lareira, do conforto do sofá e dos mil e um sabores de chá. Eu, por minha vez, adoro passear debaixo da chuva " molha tolos", ouvir Diana Krall,sentir os pés gelados,observar a neve a instalar-se nas montanhas e planear jantares em casa.Quem não se sente bem em casa nesta altura?
Desfrutar de bons passeios na praia que nesta altura apenas é visitada pelos surfistas. Sair de uma sessão de cinema e desejar encontrar o carrinho que espalha o aroma a castanhas assadas pela cidade. Ou ansiar que haja uma gelataria com mil e um sabores de granizados, sabem muito melhor nesta altura.
As pessoas começam a ficar mais deprimidas, melancólicas e até entendem quando dizemos que não queremos sair de casa porque o "está a chover" se torna numa desculpa fantástica e ninguém se contrapõe.
Nós estudantes, enchemos os cafés ou as nossas casas nas jornadas de trabalhos e de estudo, porque confessemos... não há melhor altura para desfolhar resmas de folhas, e mesmo que seja a cadeira mais "secante"... lá fora está a chover ou um frio descomunal.
Não tarda nada e o espírito natálício, não o verdadeiro, o comercial, dá luz e beleza às nossas cidades.
As boas-vindas à época do ano mais doce!

domingo, 18 de outubro de 2009

Movimento cobardio

Reconhecem a sensação de parar no tempo e estar em território neutro, em faixa branca, em que tudo em redor se move aos nossos olhos em câmara lenta e grita em vozes surdas?

Ouvir e calar, Ver e não comentar, sentir e ser indiferente. Estar presente é,a meu ver, escutar, comentar, sorrir das dezenas de situações de que me apercebo de uma mera observação. Estar presente é proteger o que e quem gosto, semear sorrisos, plantar pontos de abrigo, fazer nascer a vontade de ouvir mesmo quando a vontade é oposta. Mas...se houvesse este tipo de eleições votaria em Movimento Cobardio por considerar que ser cobarde a estar presente é cada vez mais o futuro.

Reconhecem a sensação de não poder ser livre de expressão?

A probabilidade de haver um mal entendido aumenta cada vez que espontaneamente disparamos o que pensamos e não usamos o filtro que deveria existir bem atrás das nossas línguas. Acrescentando o facto de ser impossível viver num mundo de verdade. As pessoas adoram afirmar que preferem a verdade mas detestam ouvi-la e vivê-la.

Reconhecem a sensação de saber que poderíamos resolver um mal entendido mas simplesmente não queremos ser o primeiro a ceder culpas?

A isso chamamos orgulho. Perdemos pessoas por mero orgulho e não sabemos explicar o porquê de nos sentirmos amarrados a esse sentimento, embora arranjemos desculpas para o justificar.

Durante a nossa vida aprendemos milhares de coisas, mas ainda não aprendemos a viver com pessoas nem como pessoas.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Yes, we can!



Sem dúvida, um discurso político positivista e esperançoso que relembra o sonho de infância em que a nossa pequena valentia nos fazia acreditar que éramos capazes de mudar o mundo... Porque já deixámos de acreditar, já desacreditamos o nosso pequeno grande poder, mas... "YES, WE CAN!".


" Yes we can to justice and equality. Yes we can to opportunity and
prosperity. Yes we can heal this nation. Yes we can repair this
world. Yes we can."

"We know the battle ahead will be long, but always remember that no
matter what obstacles stand in our way, nothing can withstand the
power of millions of voices calling for change."

sábado, 22 de agosto de 2009

Lugares reservados

http://olhares.aeiou.pt/the_future_foto142330.html


Por vezes, quando as pessoas se tornam especiais reservamos pequenos lugares no nosso coração para que os possam visitar. Acontece que quando as pessoas se tornam assíduas e as suas visitas são cada vez mais frequentes, há a necessidade de mais espaço. Então, remodelamos aquele espacinho e ajeitamo-lo bem ao jeito dos nossos hóspedes. Ajeitamos uma almofada para que sonhem, desabafem e desfrutem dela.Criamos um ambiente confortável.
Com o tempo, deixamo-los livres para decorar o nosso próprio espaço, livres para pegar em qualquer coisa que gostem, sem exigir que devolvam. Deixamo-los livres de entrar e sair sempre que o desejem.
A luz fica sempre acesa.
Quando pensam em deixar de frequentar aquele espacinho, tudo o que mais desejamos é que não o deixem sujo com nódoas difíceis de remover.
Quando regressam, a luz continua acesa,mas quando não voltam o pó toma conta daquele lugar tão especial. Mesmo assim, continuamos a esperar, continuamos na expectativa de um dia voltarem à sua almofada, até que chega o dia em que sabemos que tal não acontecerá. Então, resta-nos fazer uma pequena limpeza e recordar, guardar o que é bom de guardar,desligar a luz e fechar a porta. Talvez um dia alguém ocupe aquele lugar.

Obrigada a todos aqueles que me deram um pequeno abrigo, um refúgio, um porto seguro, uma almofada amiga e me deixaram sempre a luz acesa.