quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Yes, we can!
Sem dúvida, um discurso político positivista e esperançoso que relembra o sonho de infância em que a nossa pequena valentia nos fazia acreditar que éramos capazes de mudar o mundo... Porque já deixámos de acreditar, já desacreditamos o nosso pequeno grande poder, mas... "YES, WE CAN!".
" Yes we can to justice and equality. Yes we can to opportunity and
prosperity. Yes we can heal this nation. Yes we can repair this
world. Yes we can."
"We know the battle ahead will be long, but always remember that no
matter what obstacles stand in our way, nothing can withstand the
power of millions of voices calling for change."
sábado, 22 de agosto de 2009
Lugares reservados
http://olhares.aeiou.pt/the_future_foto142330.htmlPor vezes, quando as pessoas se tornam especiais reservamos pequenos lugares no nosso coração para que os possam visitar. Acontece que quando as pessoas se tornam assíduas e as suas visitas são cada vez mais frequentes, há a necessidade de mais espaço. Então, remodelamos aquele espacinho e ajeitamo-lo bem ao jeito dos nossos hóspedes. Ajeitamos uma almofada para que sonhem, desabafem e desfrutem dela.Criamos um ambiente confortável.
Com o tempo, deixamo-los livres para decorar o nosso próprio espaço, livres para pegar em qualquer coisa que gostem, sem exigir que devolvam. Deixamo-los livres de entrar e sair sempre que o desejem.
A luz fica sempre acesa.
Quando pensam em deixar de frequentar aquele espacinho, tudo o que mais desejamos é que não o deixem sujo com nódoas difíceis de remover.
Quando regressam, a luz continua acesa,mas quando não voltam o pó toma conta daquele lugar tão especial. Mesmo assim, continuamos a esperar, continuamos na expectativa de um dia voltarem à sua almofada, até que chega o dia em que sabemos que tal não acontecerá. Então, resta-nos fazer uma pequena limpeza e recordar, guardar o que é bom de guardar,desligar a luz e fechar a porta. Talvez um dia alguém ocupe aquele lugar.
Obrigada a todos aqueles que me deram um pequeno abrigo, um refúgio, um porto seguro, uma almofada amiga e me deixaram sempre a luz acesa.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Palavras

Articulamos letras e expelimos palavras dentro de uma lógica frásica, estabelecemos conversas, discussões, rebentamos emoções. Mas, há vezes em que as palavras apenas saem de um movimento involuntário, esvoaçam até estilhaçar os olhos, alentam o coração, pesam na cabeça e desenrolam momentos de silêncio. Silêncio barulhento que nos incomoda e abre páginas em branco pela noite fora. Este talvez seja um dos sintomas mais evidentes da " dor que desatina sem doer".
As palavras gerem a vida. Um "sim" ou um "não", três simples letras com um valor desigual, geram movimentos opostos nas nossas vidas. Palavras comprometem, responsabilizam, identificam, desvendam, mentem, oferecem,... Não escapando os "não" que escondem um "sim", ou vice-versa.
Hoje, apercebi-me da importância das palavras, como de uma pequena conversa nasce uma grande amizade, como de um simples comentário surge uma batalha, como de um "sim" nos comprometemos. Hoje, apercebi-me que o mundo gira em torno de palavras, de gestos, de atitudes.
Hoje... quis parar de pensar, mas na verdade, só consegui parar de falar.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
A efemeridade das coisas.

Sopro... não sopro... !?
O vulgarmente conhecido por,Dente de Leão, tem uma vida efémera, mas a sua vida algo é significativa, as suas sementes disseminam-se facilmente ao tom do vento e germinam em outros lugares.
Não controlamos a efemeridade das nossas vidas mas temos poder sob as nossas acções... decidimos entre ter um porto seguro, algo a preservar, e de repente deixar que tudo se dissemine no ar como pequenas partículas esvoaçantes.
sexta-feira, 26 de junho de 2009

Quando sentimos que temos todo o nosso ser sob um fio, quando para trás temos um porto seguro e para a frente temos uma infinidade de possibilidades.
Procuramos...
... Manter o equilíbrio para não tombar para os lados (na indecisão do lado a optar) , para não ficar suspenso. Porque nem sempre temos uma rede segura que nos agarre e proteja.
... Respirar para não entrar em pânico, para sentir tranquilidade e procurar algo que nos ajude a colocar pé ante pé sobre o fio.
... Olhar para a frente com assertividade, porque se olharmos para baixo perdemos a confiança, ganhamos o medo e lembramo-nos do caos calmo que vivemos naquele preciso momento.
Quem não se sentiu um dia, com a certeza de que ia tombar, mas não sabia para que lado?
Quem não ficou um dia suspenso?
Quem não reclama o caos calmo da sua vida?
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