Inspirar.
Um, dois…
Expirar.
Três, quatro..
Inspirar.
Dentro de água sinto a leveza do todo o ser, o alentar do corpo quando a respiração falha, o batimento cardíaco que aumenta, a vontade de viver, de vir ao de cima e inspirar, a vontade de expelir tudo o que há a mais numa, em duas ou três braçadas. Acelero o ritmo, sinto toda uma vida sob uma linha de água. Mergulho até ao fundo, fecho os olhos, estico os braços e entrego-me ao movimento das pernas, até onde me deixo. Venho ao de cima, e respiro toda a calma que um simples inspirar me oferece. Quero abrandar. Não consigo. Paro, debruço-me sobre os joelhos e vem ao de cima a fraqueza. Recuso-me. Conto mais uma dezena de piscinas. Agora sim… Deleito-me sobre a água e sou simpática para comigo mesma, desfruto do quão relaxante se torna reviver pedaços de vida a cada inspiração, matar pedaços de nada, pensar em hoje e no amanhã a cada braçada. O mundo ficou mudo para mim, só ouço o meu respirar, as vozes de quem a minha mente busca por uma ou outra razão, ou por razão alguma. Sinto a pressão da água do chuveiro na nuca e desperto, recupero os sentidos perdidos…ouço os gritos dos miúdos, os apitos das aulas de competição, vejo o movimento desenfreado de braços e pernas que tomam conta de uma única pista, olho o relógio e ganho noção do tempo. Estou de volta.
domingo, 12 de junho de 2011
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Deixem que vos conte..
No fim do dia, a porta fica fechada com 3 voltas, o mundo lá fora não passa do vento que passa, da paisagem que os vidros espelham, dos desejos que as paredes persentem... a voz da saudade é tão aguda que ultrapassa os km de distância e faz zumbido nos ouvidos dos demais, que por aí a ouvem. A companhia do jantar é o vinho que desta vez decidi experimentar.. Mais ao entardecer, entoa o som do chuveiro pelo vazio da casa... A luz do hall de entrada acompanha o receio de cerrar os olhos.
Fazem falta os abraços, os passeios, as conversas, os cafés que se tornavam na desculpa ideal para tudo isto, faz falta a vida social.Faz-me falta a tua presença,tu, ela, ele, vocês. Faz-me falta sentir que tenho alguém para disparatar, para chatear, para partilhar os bons momentos que me vão conquistando.
Começo a perder-me entre as ruas de Albufeira, a desvendar o que realmente é Albufeira! Começo a descobrir os bares do costume, o fascínio de ir ao shopping, a familariedade ao entrar na Fnac, ganho o vício pelos Tandori... encontro-me por aqui e ali neste emaranhado de prazeres que é esta cidade. Começo a conhecer as demais praias que tanto desejo pisar nos dias em que o calor aperta e estou a trabalhar.
O algarvio já começa a desenrolar-se nos meus lábios de quando a quando, agora já não é "um fino", mas sim "uma imperial", agora já não é "porra", mas sim "cacete". O termómetro sobe a pique,ao fim do dia é bom desfrutar de um mergulho... As noites convidam a abandonar o quente infernal que se faz sentir dentro de casa, e a visitar as ruas que oferecem o seu melhor... subo ao terraço e fico a olhar o movimento crescente.
De manhã, volta tudo ao mesmo, mas com mais vontade agora, já que o tempo trouxe novas formas de estar das quais hei-de sentir também saudade.
Saudade!
Fazem falta os abraços, os passeios, as conversas, os cafés que se tornavam na desculpa ideal para tudo isto, faz falta a vida social.Faz-me falta a tua presença,tu, ela, ele, vocês. Faz-me falta sentir que tenho alguém para disparatar, para chatear, para partilhar os bons momentos que me vão conquistando.
Começo a perder-me entre as ruas de Albufeira, a desvendar o que realmente é Albufeira! Começo a descobrir os bares do costume, o fascínio de ir ao shopping, a familariedade ao entrar na Fnac, ganho o vício pelos Tandori... encontro-me por aqui e ali neste emaranhado de prazeres que é esta cidade. Começo a conhecer as demais praias que tanto desejo pisar nos dias em que o calor aperta e estou a trabalhar.
O algarvio já começa a desenrolar-se nos meus lábios de quando a quando, agora já não é "um fino", mas sim "uma imperial", agora já não é "porra", mas sim "cacete". O termómetro sobe a pique,ao fim do dia é bom desfrutar de um mergulho... As noites convidam a abandonar o quente infernal que se faz sentir dentro de casa, e a visitar as ruas que oferecem o seu melhor... subo ao terraço e fico a olhar o movimento crescente.
De manhã, volta tudo ao mesmo, mas com mais vontade agora, já que o tempo trouxe novas formas de estar das quais hei-de sentir também saudade.
Saudade!
terça-feira, 6 de abril de 2010
Um pequeno recorte
Recordo hoje o dia em que ia a passear no Rossio de Viseu e ouvi um som que os meus ténis seguiram. Descobri um palco...De repente, senti os pés a querer saltitar, o corpo a querer balançar, mas começou a chover :( quis lá eu saber da chuva! =)Dei conta de mim a dançar não sei como, no meio de não sei quem... Sei que gostei, sei que hoje recordo com alegria os passos desengonçados, os movimentos descoordenados, os sentidos que esta música me despertou.
domingo, 28 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Women

Gosto de pensar que nós, mulheres, por mais diferentes que sejamos, loiras ou morenas, equilibradas ou malucas, sensíveis ou duronas, partilhamos todas de pequenas coisas.
Tenho a certeza que todas vocês reconhecem as típicas situações que nos embaraçam quando desvendadas por outrem… situações como desdobrarmo-nos em sorrisos quando pegamos no telemóvel, darmos connosco próprias a olhar para o vazio que ocupamos recordando sorrisos, palavras, gestos, promessas, olhares, … , chegar a casa aterrar na cama, morder os lábios e sorrir desmesuradamente agarradas à almofada, … ou situações como episódios esporádicos de mau humor, sem justa causa, que na sentença final dão silenciosamente como culpada a ausência de atenção, a ausência de os sentirmos presentes das mais variadas formas.
Como detestamos colocar toda a nossa sensualidade, feminismo e fragilidade em cima de uns saltos altos, dentro duns jeans bem apertados e duma camisolinha bem arrojada, por entre o cabelo solto, e os pormenores da maquilhagem (ou não) e não roubar um sorrisinho que seja, ou não chegar a sair, ficando a fazer zapping até “arrepiar os nervos”, ou não receber sequer um “ Como estás bonita!”. E dizem eles, que somos complicadas, quando pedimos tão pouco =P
Porque se há coisa que nos une é o sentimento que nos atrai ou repele do sexo oposto. Tanto nos juntamos para partilhar uma série de adjectivos exageradamente qualificados, como para “esmiuçar” a sua falta de jeito, originalidade, etc. , para nos cativar.
Gosto de pensar…somos mulheres e basta! Gostamos do mais pequeno pormenor, tal como adoramos falar de tudo e mais alguma coisa, e quando é para votar a baixo, juntemo-nos nós =)
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Ruas da saudade

Correm as lágrimas quando recordo as histórias das ruelas e calçadas desta "nossa" cidade graciosa. Este vento da serra que me sopra sorrateiramente instala aquela sensação de desconforto confortável e enche-me a alma. Desponta a vontade de voltar a ser criança. Vem a vontade de conhecer novas rotas, a coragem e valentia acompanhada de um medinho esquisito. Suspiros de querer ir e ao mesmo tempo ficar eternamente presa a tudo o que é meu! Vou olhar para cada um de vocês, levar as vossas cores para dar vida ao meu novo começo de vida. Vamos à margem rio, falar de não sei quê, falando de nada?
Vou levar aquele docinho de Tarouca, as promessas de São João da Pesqueira,um cheirinho de sotaque de São João de Ver (ou será, Sãon Joãoee de Beré =P). Passo na minha Veneza portuguesa e mato saudade dos "meus mais que tudo" e aproveito a viagem para agarrar uns ovos moles e dar uma passeata nas ruas onde cresci, nos cantos e recantos da cidade que tantos segredos guarda. Coimbra, hmmm,...Coimbra! De ti levo as noites de queima desiguais que o rio Mondego cala. Vou voltar ao Portugal dos pequeninos ainda mais criança do que fui a primeira vez.
Vou passar em Monte Redondo, roubar-te um abraço e ouvir “Garota, é trabalho que tem de ser feito!”, guardar o teu sorriso e retribuir essa força.
Vila de Óbidos, vou perder mais uma vez o Festival Internacional do Chocolate! Para o ano não escapo!
Vou abraçar o Tejo que tão delicadamente beija a cidade de Lisboa. Vou passar em Sete Rios, acenar às memórias que por lá deixei. Desato a correr, porque “Lisboa não é a cidade perfeita” para mim.
Por entre os regressos, vou conhecendo os vossos “mundos novos”. Vou contar com um passeio pedestre no Seixal para “dois dedos de conversa e um chá”. Vou descansar no teu ombro, mais umas vezes. Ai a saudade…
Enquanto descarrego as toneladas de músicas, e anseio por ouvir o “Bruno Aleixo a falar na rádio” para me desmanchar à gargalhada, vou-me perdendo no verde e no azul do nosso Portugal(inho).
Quero ter registos no distrito de Évora, quero sentar-me no Templo Romano, quero andar de vespa na calmia destes ares quentes.
Quero seguir a dedo a rota de sabores das tantas regiões por onde desejo passar um dia ou outro, este ano ou no próximo.
Vou perder-me no Alentejo, entre a Costa Vicentina e o verde que abunda por entre os vales e planícies. Vou desesperar Kms e quando tiver de ” sair na saída”, vou pôr o pezinho na praia, vou desejar sentir toda esta nostalgia quando voltar a última vez ao colo do Norte!
Até lá, vou render-me aos ares algarvios, a todo um novo mundo de experiências, vou sentir-me uma garotinha a aprender a andar de novo.
Quando regressar vou trazendo saudades para matar, novas paragens, novas peripécias, novas rezinguices, só espero não trazer aquele sotaque do Sul...Mas contem com isso ;)
Beijinho bom
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Como não podia deixar de ser..
Começar o ano sem um pingo de rezinguice é impróprio do meu jeitinho esquisito de ser. Pois bem, nada como partilhar as experiências de alguém rezinga como eu.
Está uma pessoa sossegada num café e aparecem...
...aqueles que se juntam, pedem a grade e julgam que estão no palco a contar as "bubadeiras" da noite passada,a quantidade de vezes que chamaram o gregório, as N horas que passaram a dormir, a ressaca, enfim... e ainda ligam aos restantes a perguntar pelo desempenho da noite calorosa.
(Recuso-me!)
...os viciados em palavras-cruzadas e sudokus que se instalam nas mesas, e quando se põem a pensar batem com a caneta na mesa ou a balanceiam entre os dedos e produzem um som ligeiramente irritante.
(Quer parar com isso ou quê?)
... as amiguinhas que se juntam para falar daquele rapaz que mandou uma mensagem assim, e fez assado, e disse isto e negou assado. Isto para no fim, chegarem à conclusão, "são todos iguais".
(Evitado!)
... há sempre, aqueles que aproveitam para desenvolver a capacidade de mandar piropos, mal sucedidos em 99.8% dos casos. Aprendam!... O piropo deverá suscitar interesse e não eliminar logo a possibilidade de um flirtzinho que seja.
(Desprezo!!)
... o casalinho que se debruça sobre a mesa como se não houvessem quartos, carros, becos,etc., onde possam exercitar todos aqueles movimentos acompanhados de ruídos e gemidos, e da típica ladaínha romântica entre casais.
(Por favor!! Recuso-me!)
É ou não é desagradável estarmos em plena sessão de cinema, e ouvirmos o "rec-rec" ou o"ggrrr" de um terço da sala que decide comer pipocas emitindo um ruído moderadamente elevado, e sugar o refresco até ao limite? Mastigar é de boca fechada, dizem-nos as regras de etiqueta. Há, com certeza, mais pepsi à venda, não é necessário sugar as últimas gotas, até porque não são mais do que gelo derretido.
Isto para não falar de quem masca a chiclete com a boca aberta como se toda a comunidade tivesse necessidade de se aperceber que o indivíduo ao lado ou a 3m de distância está a mascar uma pastilha elástica.
Há que entender que uma pessoa tem de ser amiga do ambiente, e lutar contra a poluição sonora. É por isso que os rezingas se dão ao trabalho de se revoltarem com estas situações e atitudes.
Os melhores cumprimentos,
Rezinga Crónica
Está uma pessoa sossegada num café e aparecem...
...aqueles que se juntam, pedem a grade e julgam que estão no palco a contar as "bubadeiras" da noite passada,a quantidade de vezes que chamaram o gregório, as N horas que passaram a dormir, a ressaca, enfim... e ainda ligam aos restantes a perguntar pelo desempenho da noite calorosa.
(Recuso-me!)
...os viciados em palavras-cruzadas e sudokus que se instalam nas mesas, e quando se põem a pensar batem com a caneta na mesa ou a balanceiam entre os dedos e produzem um som ligeiramente irritante.
(Quer parar com isso ou quê?)
... as amiguinhas que se juntam para falar daquele rapaz que mandou uma mensagem assim, e fez assado, e disse isto e negou assado. Isto para no fim, chegarem à conclusão, "são todos iguais".
(Evitado!)
... há sempre, aqueles que aproveitam para desenvolver a capacidade de mandar piropos, mal sucedidos em 99.8% dos casos. Aprendam!... O piropo deverá suscitar interesse e não eliminar logo a possibilidade de um flirtzinho que seja.
(Desprezo!!)
... o casalinho que se debruça sobre a mesa como se não houvessem quartos, carros, becos,etc., onde possam exercitar todos aqueles movimentos acompanhados de ruídos e gemidos, e da típica ladaínha romântica entre casais.
(Por favor!! Recuso-me!)
É ou não é desagradável estarmos em plena sessão de cinema, e ouvirmos o "rec-rec" ou o"ggrrr" de um terço da sala que decide comer pipocas emitindo um ruído moderadamente elevado, e sugar o refresco até ao limite? Mastigar é de boca fechada, dizem-nos as regras de etiqueta. Há, com certeza, mais pepsi à venda, não é necessário sugar as últimas gotas, até porque não são mais do que gelo derretido.
Isto para não falar de quem masca a chiclete com a boca aberta como se toda a comunidade tivesse necessidade de se aperceber que o indivíduo ao lado ou a 3m de distância está a mascar uma pastilha elástica.
Há que entender que uma pessoa tem de ser amiga do ambiente, e lutar contra a poluição sonora. É por isso que os rezingas se dão ao trabalho de se revoltarem com estas situações e atitudes.
Os melhores cumprimentos,
Rezinga Crónica
sábado, 9 de janeiro de 2010
Vamos!?

Vamos sorrir...
Eis o lema com que desejo iniciar os 300 e poucos dias que se seguem...
Vamos ser protagonistas de histórias bonitas de contar, de histórias de sorrir.
Vamos narrar histórias de pessoas da nossa história.
Vamos adicionar novas etapas,novos desafios, novos sítios, novas pessoas,novos sentimentos aos nossos recortes!
Vamos encher o calendário de 2010 de sonhos e derrotas, tristezas e alegrias, de partilha e solidariedade.
Vamos deixar a tristeza de lado,a crise, o tempo. Vamos desfrutar de pequenos momentos de esperança e carregar com muita energia esta nova temporada.
Avizinham-se os dias em que vou deixar de ser estudante de borgas, de noitadas, de irresponsabilidades.. Vamos congelar o tempo! Vamos ser crianças! Só mais uma vez!
Vamos recortar minutos que passaram e colá-los às paredes! Vamos recordar! Vamos reviver!
Vamos? Vamos? =P
Um abraço e três beijinhos =)
sábado, 7 de novembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Under the weather

Parece que está na moda falar da chegada dos dias frios, do padrão multicolor das folhas que enfeitam as ruas ao sabor do vento gélido que já se sente nas manhãs e que nos deixa aquela estranha sensação de nariz congelado. Não vou ser excepção, vou falar deste tempo que nem a todos desperta o mesmo conforto.
Como diz Carlos Nobre, o melhor passeio nesta altura é entre o quarto e a sala. É desfrutar do calor de uma lareira, do conforto do sofá e dos mil e um sabores de chá. Eu, por minha vez, adoro passear debaixo da chuva " molha tolos", ouvir Diana Krall,sentir os pés gelados,observar a neve a instalar-se nas montanhas e planear jantares em casa.Quem não se sente bem em casa nesta altura?
Desfrutar de bons passeios na praia que nesta altura apenas é visitada pelos surfistas. Sair de uma sessão de cinema e desejar encontrar o carrinho que espalha o aroma a castanhas assadas pela cidade. Ou ansiar que haja uma gelataria com mil e um sabores de granizados, sabem muito melhor nesta altura.
As pessoas começam a ficar mais deprimidas, melancólicas e até entendem quando dizemos que não queremos sair de casa porque o "está a chover" se torna numa desculpa fantástica e ninguém se contrapõe.
Nós estudantes, enchemos os cafés ou as nossas casas nas jornadas de trabalhos e de estudo, porque confessemos... não há melhor altura para desfolhar resmas de folhas, e mesmo que seja a cadeira mais "secante"... lá fora está a chover ou um frio descomunal.
Não tarda nada e o espírito natálício, não o verdadeiro, o comercial, dá luz e beleza às nossas cidades.
As boas-vindas à época do ano mais doce!
domingo, 18 de outubro de 2009
Movimento cobardio
Reconhecem a sensação de parar no tempo e estar em território neutro, em faixa branca, em que tudo em redor se move aos nossos olhos em câmara lenta e grita em vozes surdas?
Ouvir e calar, Ver e não comentar, sentir e ser indiferente. Estar presente é,a meu ver, escutar, comentar, sorrir das dezenas de situações de que me apercebo de uma mera observação. Estar presente é proteger o que e quem gosto, semear sorrisos, plantar pontos de abrigo, fazer nascer a vontade de ouvir mesmo quando a vontade é oposta. Mas...se houvesse este tipo de eleições votaria em Movimento Cobardio por considerar que ser cobarde a estar presente é cada vez mais o futuro.
Reconhecem a sensação de não poder ser livre de expressão?
A probabilidade de haver um mal entendido aumenta cada vez que espontaneamente disparamos o que pensamos e não usamos o filtro que deveria existir bem atrás das nossas línguas. Acrescentando o facto de ser impossível viver num mundo de verdade. As pessoas adoram afirmar que preferem a verdade mas detestam ouvi-la e vivê-la.
Reconhecem a sensação de saber que poderíamos resolver um mal entendido mas simplesmente não queremos ser o primeiro a ceder culpas?
A isso chamamos orgulho. Perdemos pessoas por mero orgulho e não sabemos explicar o porquê de nos sentirmos amarrados a esse sentimento, embora arranjemos desculpas para o justificar.
Durante a nossa vida aprendemos milhares de coisas, mas ainda não aprendemos a viver com pessoas nem como pessoas.
Ouvir e calar, Ver e não comentar, sentir e ser indiferente. Estar presente é,a meu ver, escutar, comentar, sorrir das dezenas de situações de que me apercebo de uma mera observação. Estar presente é proteger o que e quem gosto, semear sorrisos, plantar pontos de abrigo, fazer nascer a vontade de ouvir mesmo quando a vontade é oposta. Mas...se houvesse este tipo de eleições votaria em Movimento Cobardio por considerar que ser cobarde a estar presente é cada vez mais o futuro.
Reconhecem a sensação de não poder ser livre de expressão?
A probabilidade de haver um mal entendido aumenta cada vez que espontaneamente disparamos o que pensamos e não usamos o filtro que deveria existir bem atrás das nossas línguas. Acrescentando o facto de ser impossível viver num mundo de verdade. As pessoas adoram afirmar que preferem a verdade mas detestam ouvi-la e vivê-la.
Reconhecem a sensação de saber que poderíamos resolver um mal entendido mas simplesmente não queremos ser o primeiro a ceder culpas?
A isso chamamos orgulho. Perdemos pessoas por mero orgulho e não sabemos explicar o porquê de nos sentirmos amarrados a esse sentimento, embora arranjemos desculpas para o justificar.
Durante a nossa vida aprendemos milhares de coisas, mas ainda não aprendemos a viver com pessoas nem como pessoas.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Yes, we can!
Sem dúvida, um discurso político positivista e esperançoso que relembra o sonho de infância em que a nossa pequena valentia nos fazia acreditar que éramos capazes de mudar o mundo... Porque já deixámos de acreditar, já desacreditamos o nosso pequeno grande poder, mas... "YES, WE CAN!".
" Yes we can to justice and equality. Yes we can to opportunity and
prosperity. Yes we can heal this nation. Yes we can repair this
world. Yes we can."
"We know the battle ahead will be long, but always remember that no
matter what obstacles stand in our way, nothing can withstand the
power of millions of voices calling for change."
sábado, 22 de agosto de 2009
Lugares reservados
http://olhares.aeiou.pt/the_future_foto142330.htmlPor vezes, quando as pessoas se tornam especiais reservamos pequenos lugares no nosso coração para que os possam visitar. Acontece que quando as pessoas se tornam assíduas e as suas visitas são cada vez mais frequentes, há a necessidade de mais espaço. Então, remodelamos aquele espacinho e ajeitamo-lo bem ao jeito dos nossos hóspedes. Ajeitamos uma almofada para que sonhem, desabafem e desfrutem dela.Criamos um ambiente confortável.
Com o tempo, deixamo-los livres para decorar o nosso próprio espaço, livres para pegar em qualquer coisa que gostem, sem exigir que devolvam. Deixamo-los livres de entrar e sair sempre que o desejem.
A luz fica sempre acesa.
Quando pensam em deixar de frequentar aquele espacinho, tudo o que mais desejamos é que não o deixem sujo com nódoas difíceis de remover.
Quando regressam, a luz continua acesa,mas quando não voltam o pó toma conta daquele lugar tão especial. Mesmo assim, continuamos a esperar, continuamos na expectativa de um dia voltarem à sua almofada, até que chega o dia em que sabemos que tal não acontecerá. Então, resta-nos fazer uma pequena limpeza e recordar, guardar o que é bom de guardar,desligar a luz e fechar a porta. Talvez um dia alguém ocupe aquele lugar.
Obrigada a todos aqueles que me deram um pequeno abrigo, um refúgio, um porto seguro, uma almofada amiga e me deixaram sempre a luz acesa.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Palavras

Articulamos letras e expelimos palavras dentro de uma lógica frásica, estabelecemos conversas, discussões, rebentamos emoções. Mas, há vezes em que as palavras apenas saem de um movimento involuntário, esvoaçam até estilhaçar os olhos, alentam o coração, pesam na cabeça e desenrolam momentos de silêncio. Silêncio barulhento que nos incomoda e abre páginas em branco pela noite fora. Este talvez seja um dos sintomas mais evidentes da " dor que desatina sem doer".
As palavras gerem a vida. Um "sim" ou um "não", três simples letras com um valor desigual, geram movimentos opostos nas nossas vidas. Palavras comprometem, responsabilizam, identificam, desvendam, mentem, oferecem,... Não escapando os "não" que escondem um "sim", ou vice-versa.
Hoje, apercebi-me da importância das palavras, como de uma pequena conversa nasce uma grande amizade, como de um simples comentário surge uma batalha, como de um "sim" nos comprometemos. Hoje, apercebi-me que o mundo gira em torno de palavras, de gestos, de atitudes.
Hoje... quis parar de pensar, mas na verdade, só consegui parar de falar.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
A efemeridade das coisas.

Sopro... não sopro... !?
O vulgarmente conhecido por,Dente de Leão, tem uma vida efémera, mas a sua vida algo é significativa, as suas sementes disseminam-se facilmente ao tom do vento e germinam em outros lugares.
Não controlamos a efemeridade das nossas vidas mas temos poder sob as nossas acções... decidimos entre ter um porto seguro, algo a preservar, e de repente deixar que tudo se dissemine no ar como pequenas partículas esvoaçantes.
sexta-feira, 26 de junho de 2009

Quando sentimos que temos todo o nosso ser sob um fio, quando para trás temos um porto seguro e para a frente temos uma infinidade de possibilidades.
Procuramos...
... Manter o equilíbrio para não tombar para os lados (na indecisão do lado a optar) , para não ficar suspenso. Porque nem sempre temos uma rede segura que nos agarre e proteja.
... Respirar para não entrar em pânico, para sentir tranquilidade e procurar algo que nos ajude a colocar pé ante pé sobre o fio.
... Olhar para a frente com assertividade, porque se olharmos para baixo perdemos a confiança, ganhamos o medo e lembramo-nos do caos calmo que vivemos naquele preciso momento.
Quem não se sentiu um dia, com a certeza de que ia tombar, mas não sabia para que lado?
Quem não ficou um dia suspenso?
Quem não reclama o caos calmo da sua vida?
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